terça-feira, 30 de março de 2010

É

como colocar em palavras um sentimento maior que qualquer entendimento? sinto que minha vitalidade está em alta. por tempos percorrendo por todo o meu ser, ela atingiu o coração e mostrou que quer viver, quer ser no agora, quer arriscar. minha vitalidade, que faz parte do 'eu' e não do mim, pois não é minha - sou ela. é uma totalidade.

este momento chegou. eu o sinto, o aceito e o respeito. estou me jogando as raízes, me entregando.

incrível como tudo está no lugar onde deve estar. no agora estou onde meu coração, repleto de força vital, me leva. um chamado.

um espírito forte, xamã, índio, grande, lindo - o vi na minha porta. foi rápido, questão de milésimos, mas eu o vi. me olhou como que dizendo: vamos? está na hora...




e como um ser que entrega o coração sem medo, entrego minha mão, meu corpo, minha alma. aperto-a com a sua e digo: vamos!

domingo, 14 de março de 2010

MENTE

AH! mente ira de mim, me tira de mim
a mentira em você criada pela mente que habita em

mim



em tira por você

domingo, 21 de fevereiro de 2010

TERRA

terra pura, que forte és. me ajudaste na hora em que mais precisei. tua é a grandeza, ó terra. tua é a força e a beleza, grande terra. tão insignificante aos olhos de muitos, mas eu te digo: não (re)conhecem teu poder. banhei-me com toda tua divindade.

GRATIDÃO, hoje e sempre.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

ALÔ

alô, alô formigueiro
tão pequeninos e distantes os vejo
com suas bundinhas cintilantes
não se percebem, nem quando se esbarram
o importante é trabalhar continuamente
sem pausa para cigarro

alô, alô formiguinhas
quem vos saúda é um elefante
e com minha tromba gigante
hei de chacoalhar vossas vidas entediantes

minha manada é das grandes
minha manada topa qualquer parada
e com o pisar bem forte
destruiremos os holofotes
que cegam vossa jornada

alô, alô formigueiro
vos dizeis pacíficos
mas eu vos digo: passivos!
passam e repassam
operários e falsas rainhas
vossos castelos são de areia
com meu pisar eu faço brotar sereias

sereias, peixinhos, corais
sou um elefante que navega pelo mar, surgindo no cais
sentidos reais, transcedentais
formiguinhas, não vim para salvar
minha manada existe somente para complicar

e complicando organizamos
o que não sabeis organizar
e complicando organizamos
o que não sabeis organizar

adeus, adeus formigueiro
cansei-me de falar
passa-me o amendoim
que o caos já está no ar

sábado, 16 de janeiro de 2010

FOCK

desfocada do foco que sufoca
me apego na nota que faz brotar na alma
um estremecer divino que tanto acalma

desfocada do sufoco que enforca
me mantenho atenta em manter-me distraída
contradizendo os passos a esmo
que se fortalecem em toda recaída

enfocada no arriscar que não cessa em descansar
no dilúvio dos sonhos
as inspirações sempre vêm a molhar, sempre vêm a calhar

e não calo!

pois desfocada do foco que sufoca
estou focada em continuar

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

NÃO SEI ODIAR

não sei odiar
apenas sei que se faz
adiar o gostar
enquanto basta
o agora
para com todo o amor
amar

domingo, 15 de novembro de 2009

PREGUIÇA DAS GENTES

entre copos e corpos
meus olhos cruzam com os de ninguém
e enquanto lacrimejam sono
a boca boceja lágrimas de preguiça

me encontro com a parede

que não me teme
que não me quer
que não me sente
mas apenas está
sem se mover

a boa ouvinte da noite